quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Minha Odisseia


(Venice - Monet)


Há uma certa magia em voltar para a própria residência depois de um determinado período longe dela. Ou as coisas permanecem do mesmo jeito ou tudo mudou totalmente.
Estará Penélope à minha espera?
Estarão os meus inimigos armando planos?

E as amizades, ainda permanecem sólidas?
São tantas interrogações nesta passagem de rio.
O retorno para o aconchego do lar é mágico desde aquele momento em que você decide voltar. E voltar pressupõe um retorno aquilo que nos fez feliz por um tempo.
Minha Ítaca não tem águas ao seu redor, tem serras.
Minha ilha não tem peixes, tem aves e animais selvagens.
Meu filho Telêmaco agora usa drogas.
Minha mulher não mais resiste aos corpos atléticos.
Em quantas emboscadas eu fui imbuído: enfrentei monstros, humanos desumanos, porcos, ciclopes do futuro, vi sereias e ninfas, velejei, enfrentei tempestades e por fim fui preso e ninguém me acolheu em palácios.
Os tempos são outros, mas ainda continuo navegando em uma jangada fantasiado de mendigo, sem banquetes, sem Penélope, sem Ítaca, sem Telêmaco...
E eu ainda vejo magia nisso...

2 comentários:

Postar um comentário

Oi. Grato pela visita. Sinta-se convidado a voltar sempre. Abraços.

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...