quarta-feira, 13 de abril de 2016

Novidades do Mercado Editorial







Já no finalzinho de 2015 e início do primeiro trimestre de 2016 tem sido lançado no Brasil muuuuuita coisa boa. Livros que vão de best sellers, não ficção a reedição de clássicos não faltam nas prateleiras das livrarias brasileiras.

Dívida - David Graeber

Estrondoso sucesso nos Estados Unidos e nos vários países onde foi traduzido, Dívida: os primeiros 5.000 anos é não apenas um dos mais importantes livros de história e antropologia econômicas dos últimos tempos, mas também uma obra fundamental para entender o atual estágio do capitalismo. Nele, o antropólogo americano David Graeber apresenta em nova perspectiva a história da dívida e do crédito, bem como da origem do dinheiro.

A análise abrangente de Graeber põe em xeque mitos dos estudos econômicos, como o de que o dinheiro teria sido inventado para substituir o escambo. O antropólogo demonstra que, antes mesmo da criação da moeda, existiram civilizações que lidaram com elaborados sistemas de endividamento e comércio. 
O aparecimento do dinheiro trouxe consequências violentas para as sociedades, e a dívida, antes ligada à reciprocidade e à troca de favores, tornou-se um instrumento  de escravização, dominação e guerra - como continua a ser, ainda hoje. Uma fascinante e inédita história da civilização emerge neste livro, com ênfase na dimensão social das relações econômicas e uma crítica radical ao modo como o capitalismo, por meio do endividamento, produz controle e destruição.

O Home
m que queria ser rei - Rudyard Kipling 

Os amigos Peachey Carnehan e Daniel Dravot são dois aventureiros ingleses que perambulam pela Índia do século XIX praticando pequenos truques e trapaças para ganhar a vida. Quem narra suas histórias é um jornalista, editr de um jornal local, que os conhece por acaso numa viagem de trem. Meses depois, os dois procuram o jornalista nas vésperas da partida para a grande aventura de suas vidas: tornarem-se reis do Cafiristão, um lugar no mundo em que dois homens fortes podem reinar.
Cheia de referências à maçonaria e uma alegoria clara do imperialismo britânico, O HOMEM QUE QUERIA SER REI é uma das histórias mais famosas da literatura de aventura. A excêntrica jornada dos fascinantes personagens apresentados por Kipling tem seu início numa caravana em que um vai disfarçado de monge, e o outro de criado. Atravessam fronteiras com fuzis escondidos, cruzam com povos de hábitos, costumes e crenças que lhes são estranhas, e vão se impondo, sem saber que o que fazem é se equilibrar numa tênue linha que separa o trinfo da tragédia.
HOMEM QUE QUERIA SER REI foi levado ao cinema pelo diretor John Huston, em 1975, estrelado por Sean Connery, Michael Cane e Christopher Plummer.

Matéria Lítica: Drummond, Cabral, Neruda e Paz - Mario Higa


Nos capítulos deste livro, o poema constituirá o espaço onde o “combate entre clareira e ocultação” se trava diante do leitor, combate que busca não apenas fazer emergir pela abertura, ou clareira do poema, o sentido que se oculta nos interstícios de sua malha textual, mas também, e sobretudo, o efeito de espanto do pensamento que a desocultação desse sentido produz. Com isso, o ato de leitura crítica se desenvolve na direção de um saber e de uma experiência imbricados, pelo quê o poema se instaura como fonte de conhecimento e autoconhecimento para o leitor.



A DEFINIÇÃO DA ARTE - Umberto Eco


O objeto de estudo deste livro não é simplesmente a arte – a ser definida –, mas o problema filosófico da possibilidade de uma definição da arte, da maneira como se coloca para as estéticas contemporâneas. Umberto Eco aborda a questão de três pontos de vista: a partir de alguns ensaios históricos, que retomam as definições da antiga estética indiana, da estética medieval e de algumas correntes dos últimos dois séculos; por meio de alguns ensaios teóricos, que examinam também as posições dos estudiosos contemporâneos; e mediante a inspeção do território das poéticas de vanguarda, para ver como e até que ponto as instâncias de tais poéticas se inserem nos quadros especulativos organizados pela estética. Estes ensaios mostram o traçado problemático que conduziu o autor à noção de “obra aberta” – já delineada e comentada nestes escritos – e à pesquisa sobre os problemas da comunicação que ocupou em seguida o centro de seus interesses.


DIÁRIO DE ANDRÉS FAVA - Julio Cortázar

Diário de Andrés Fava foi escrito em Buenos Aires em 1950, concebido como parte do romance El examen, no qual o intelectual portenho Andrés Fava é personagem. É, também, o ponto de partida para o melhor Cortázar, com seus símbolos e enigmas. Quem conhece a obra do autor reconhecerá neste livro as questões que o atormentaram até a morte, os autores que o ajudaram a esclarecê-las e, sobretudo, seu estilo original e inconfundível.
Julio Cortázar é um dos grandes autores latino-americanos, muito lido nas universidades e sempre com um público jovem interessado na sua obra. Inspirou vários filmes, entre eles, Blow-Up – Depois daquele beijo, de Michelangelo Antonioni, e Week End, de Jean-Luc Godard.
Por sua estrutura heterogênea e fragmentária, o livro se aproxima dos chamados volumes de “miscelânea” do escritor, como Histórias de cronópios e de famas, A volta ao dia em 80 mundos e Um tal Lucas.

POESIA COMPLETA - ORIDES FONTELA 

Orides Fontela [1940-1998] foi uma das mais importantes poetas brasileiras da segunda metade do século XX. Da mesma geração de Paulo Leminski, Hilda Hilst, Roberto Piva e Adélia Prado, sua obra se destaca e se diferencia por um alto rigor unido a uma particular beleza áspera, que a tornam, contra a passagem do tempo, cada vez mais contemporânea. Isto é, cada vez mais fundamental para poesia e o tempo presentes.
A publicação pela Hedra de sua Poesia completa [organizada e apresentada pelo poeta e crítico literário Luis Dolhnikoff] reafirma e reforça esta condição. A paulista Orides Fontela surgiu na cena literária da segunda metade do século XX descoberta pelo crítico e professor da USP Davi Arrigucci Jr., que em seguida apresentaria sua obra a Antonio Candido. Dessa descoberta resultaria seu primeiro livro, Transposição[1969], seguido de Helianto [1973], Alba [1983 – Prêmio Jabuti], Rosácea [1986] e Teia [premiado pela Associação Paulista de Críticos de Arte], compondo uma obra cada vez mais vigorosa, enquanto sua vida caminhava para um fim solitário em um sanatório para tuberculosos em Campos do Jordão.

PRIMEIROS CONTOS DE TRUMAN CAPOTE - Truman Capote


Reunião de contos inéditos, descobertos em 2013, na Biblioteca Pública de Nova York. Textos curtos e fortes, que já demonstram o talento para narrar histórias e a capacidade de empatia do autor, que se tornaria um dos mais importantes escritores do século XX com os emblemáticos Bonequinha de luxo e A sangue frio.
Bonequinha de luxo foi adaptado para o cinema em 1961. A atuação de Audrey Hepburn tornou a personagem inesquecível e seu criador, Capote, mundialmente conhecido.
Com tradução bem-cuidada de Clóvis Marques, o livro contém prefácio do escritor, crítico e colaborador da revista The New Yorker Hilton Als.



O Poeta da madrugada -Alceu Valença

“Acredito que mesmo quem nunca ouviu Alceu cantar, quem não o conheça enquanto cantor, rapidamente se aperceberá de que estes são versos nascidos para a música. Ou melhor: são versos que já trazem consigo a música, uma melodia interna, que permanece em nós, que continua reverberando em nós, mesmo depois que nos afastamos deles.” Prefácio por José Eduardo Agualusa



Distância de resgate - Samanta Schweblin



O campo se transformou diante de nossos olhos sem que ninguém percebesse. Talvez não se trate de estiagens ou de herbicidas – e sim do fio vital e afiado que nos prende a nossos filhos, e do veneno que lançamos sobre eles. Nada é clichê quando afinal acontece. Distância de resgate acompanha esta fatalidade vertiginosa fazendo sempre as mesmas perguntas: Existe por acaso algum apocalipse que não seja pessoal? Qual é o ponto exato em que, sem saber, damos o passo em falso que acaba nos condenando? Samanta Schweblin escreveu uma narrativa extraordinária e hipnótica, urgente e duradoura, que consegue nos manter inevitavelmente presos e mergulhados num universo ficcional perturbador.

O estranho mundo de Jack - Tim Burton 

O estranho mundo de Jack apresenta a clássica e fantástica história criada pelo cineasta Tim Burton que narra as desventuras de Jack Esqueleto, o mestre do Halloween que um dia, entediado em sua Terra das Bruxas e cansado da rotina de sustos e assombrações, depara-se com três grandes portas talhadas em árvores numa floresta. Ao abrir uma delas, cai na Cidade do Natal, onde Papai Noel vive e constrói seus presentes. Deslumbrado, Jack coleta alguns objetos natalinos para provar aos habitantes de seu estranho mundo que ali estivera. De volta a sua mórbida cidade, o esquelético protagonista tem uma ideia um tanto mirabolante: sequestrar o bom velhinho e tomar o seu lugar na entrega dos presentes de Natal. O resultado da empreitada é que, em vez de deixar as crianças alegres, deixa-as, mais uma vez, apavoradas. Até que uma surpresa natalina muda o rumo da história. O livro, que virou filme de animação, conquistou crianças do mundo inteiro e agora é publicado pela primeira vez no Brasil.


A assimetria e a vida - Artigos e ensaios 1955-1987 - Primo Levi 

O nome de Primo Levi é indissociável do contundente e brilhante relato de sua vida no campo da morte de Auschwitz e da busca pelo seu significado. Sua grandeza, além do valor intrínseco do testemunho da barbárie, está na insistência em questões que confrontam nossas certezas do mundo. Busca entender racionalmente algo que está além de qualquer medida humana para combater aquela que teria sido a realização plena do fascismo: “a consagração do privilégio, a instauração definitiva da não igualdade e da não liberdade”.
Nos artigos e ensaios aqui reunidos, Primo Levi volta a discutir o significado do campo de concentração, comparando-o a algo que simultaneamente é e não é humano. Na primeira parte, a inteligência do pensador italiano busca explicar o enigma Auschwitz e seus desdobramentos no pós-guerra. Na segunda, apresenta textos especulativos sobre temas científicos, históricos e literários.




O UNIVERSO NUMA CASCA DE NOZ - STEPHEN HAWKING

Após o enorme sucesso de Uma breve história do tempo, a Intrínseca traz a luxuosa reedição de O universo numa casca de noz, na qual Stephen Hawking se vale de ilustrações, fotos e esquemas detalhados para mostrar grandes descobertas no campo da física teórica. Tudo isso, é claro, com sua conhecida clareza, elucidando temas complexos por meio de conceitos e ideias do dia a dia, como inflação, cartas de baralho e linhas ferroviárias, e permeado com seu peculiar senso de humor.
Com astronautas engolidos por buracos negros, viajantes do tempo, debates sobre a origem do universo (e de todos nós), seu possível fim e a existência de vida em outras galáxias, além de curiosos questionamentos sobre o futuro biológico e tecnológico da humanidade em si, O universo numa casca de noz é leitura obrigatória para aqueles que querem se aventurar no que há de mais instigante hoje na física e para os que almejam ver como muitas vezes a teoria pode ser muito mais extraordinária do que a ficção científica.

Os mortos - James Joyce

Os mortos é uma história de Natal. De música, dança e mesa farta. É uma história sobre os laços de família e de amizade. Suas bênçãos e suas danações. Suas alegrias e seus estorvos. Seus prazeres e suas desgraças. É também uma história de amor: uma história de amores. Das recordações de um amor do passado: fugaz, longínquo e perdido. Das lembranças dos momentos de ternura e afeto de uma vida em comum: banais e instantâneos. E contudo: singulares e eternos. É a história de um desejo mortal de posse e intimidade. Mas também de frustração, fúria e fracasso. De aproximação e fuga, de ataque e rendição. Os mortos é uma história sobre os vivos. E sobre os que vão morrer. E os que já morreram. É uma história sobre a morte. E sobre os vivos e os mortos. É uma história sobre a vida.


Salomé - Oscar Wilde

Salomé (1892) é a apresentação artística de um relato do Novo Testamento, filtrado por meio da genialidade de Wilde: toda sensualidade do paganismo bate e soluça contra o coração ascético da cristandade primitiva. A voluptuosa e bela dançarina da dança dos sete véus apaixona-se por João Batista, o profeta. Esta peça teatral foi escrita em francês para ser representado por Sarah Bernhardt, em Paris.

Agora é só correr para as livrarias.
Cultura / Saraiva / Amazon / Leitura

Boas leituras.

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