quarta-feira, 19 de junho de 2013

Uma pousada com o objetivo além de hospedar


Talvez o fato de Jo Marie Rose estar tentando superar um trauma já seja suficiente para fazer do best seller
A Pousada de Rose Harbor (Debbie Macomber, Março de 2013, 352páginas, R$ 29,90) um sucesso capaz de nos infringir dor e tristeza pelo sofrimento dos personagens. Talvez também o fato da própria pousada ser uma forma de superação faça o leitor o primeiro a sentir-se convidado a hospedar-se nos quartos convidativos de Rose. O certo é que a proposta da autora, a americana Debbie Macomber, de elaborar uma trilogia encima dessa ideia da pousada parece ser um projeto um tanto perigoso. Não é nem tanto pela ideia, mas pela dificuldade em tecer história encima dela. Tudo bem que tem horas que dá vontade de estarmos dentro da pousada, mas esse desejo passa. Vamos à história.


Após a morte do marido e depois de um estado quase permanente de luto, Jo Marie Rose decide sair do trauma e comprar uma pousada para retomar sua vida e tentar mudá-la. Mesmo não tendo conhecimento no assunto de hotelaria, só gostando de hóspedes, ela decide gerenciar o negócio. Os dois primeiros hóspedes são pessoas parecidas com a dona da pousada: Josh e Abby.
Josh é um problemático. Solitário e amargurado com as circunstâncias, ele foi desprezado pelo padrasto quando criança e retorna à Cedar Cove (a cidade onde está a pousada) para acompanhar os últimos dias de Richard, o padrasto mau, e ainda reaver alguns objetos que lhe trazem lembranças da mãe.
Se Josh é problemático, Abby é dramática, muito dramática. Assim como Johs, ela também retornou à Cedar Cove, só que para o casamento do irmão. Para ela, é difícil voltar à cidade anos depois de ter cometido um acidente que provocou a morte de sua amiga Angela. Após culpar-se, ela se retira da cidade e só agora retorna.


É a partir dessas duas premissas de histórias que a trama do romance se desenrola. 
Josh não é um personagem circular, muito menos fechado. É um personagem tão mau construído assim como outros paralelos que surgem na trama. Já que a escritora, para agradar a alguns fãs de sua série anterior de nome Cedar Cove, resolve incluir nesta nova série alguns personagens de suas histórias anteriores. Chega a ser, às vezes, um saco presenciar a entrada de personagens que não acrescentam nada à história. Mas isto já havia sido sinalizado pela escritora bem no início do livro, então nada de muitas reclamações. Cedar Cove é o próprio personagem em si, com suas personagens carregadas de dramas tão pessoais.  Debbie Macomber faz da cidade uma idealização de vida, de tão perfeita que parece ser. O fato de pessoas carregadas de problemas hospedarem-se na Pousada faz dela um lugar de reabilitação onde cada um sai de lá melhor e menos "carregado" de problemas, curado de suas feridas.

Em resumo, o livro não chega a encantar o leitor, talvez agrade aos que já acompanham a autora desde a série Cedar Cove. Por tratar-se de uma série, o próximo livro deve vir recheado de mais histórias e mais hóspedes dramáticos. Aguentemos.

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