segunda-feira, 30 de julho de 2012

[Ponto de Vista] Ética: uma questão de educação


Ética ficou para poucos? Ficou para todo mundo, mas nem todos poe-a em prática. Ignorar aquilo que é intrínseco aos cidadãos é um sinal de que a sociedade atual não vai bem. 
Os gregos, pais da democracia, prezavam tanto o conceito de éthos (ética), que em uma de suas obras legadas, “A República”, do filósofo Platão, adverte a todos sobre a importância da participação popular nas decisões do meio em que vive. Porém, vê-se muitas vezes a passividade do cidadão diante dos fatos que agridem os Direitos Humanos e desrespeitam a tão prezada ética. Se há poucas pessoas honestas, não é motivo para acomodar-se. Ainda há tempo de reconhecer os erros com uma postura humana e seguir os planos de mudança.
o Os políticos, figuras que marcam o centro das atenções em posturas éticas, necessitam prezar mais esta qualidade tão necessária à carreira. Já que é neles que se espelham as novas gerações, é neles que o povo vê a esperança de um mundo melhor. Em tempos de escândalos e polêmicas envolvendo esta classe, como o recente (e sempre lembrado) mensalão, é propício refletirmos sobre o que os nossos representantes andam fazendo dentro e fora de seus gabinetes luxuosos. De prefeitos municipais a deputados não faltam exemplos de corrupção. Basta abrir um jornal, qualquer um pra ver estampado o rosto de um deles.
Mas ainda há os que vão às ruas lutarem por transparência, honestidade e democracia, pois não se pode esquecer os famosos movimentos históricos em que a massa popular põe-se a favor da ética, por exemplo.
Seja na política, no meio acadêmico ou ambiental, esta característica é essencial para a realização plena dos Direitos Humanos. No entanto, não é preciso fazer movimentos violentos e grosseiros na luta por tal objetivo. Ações como o diálogo, proposto por Martin Buber, em seu livro “Eu e Tu” também é  eficiente. Hoje, também por meio de voto, o cidadão pode buscar o bem social com a oportunidade de escolher os verdadeiros representantes éticos para dirigir a nação.
o Portanto, não basta ter somente vontade de transformar e nem é preciso que se faça manuais de ética, já que este é um valor intrínseco e é base educacional. A educação é a solução, mas o que é urgente é o respeito pelo outro, pela nação ou pelo meio social. Também não se deve permanecer alheio quando os Direitos são violados, nem rir ou achar tão belo ações corruptas. Indignar-se é prova de preocupação social e com o coletivo. Se isto for cumprido, o sonho de Martin Luther King de viver em paz, ainda pode ser possível.

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