quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

[Meus Versos] Metamorfose


Hoje vou publicar um poema que fiz em homenagem a um dos meus autores favoritos: o  escritor tcheco Franz Kafka, personalidade com a qual eu me identifico, sobretudo em sua obra maior ‘A Metamorfose’.


Eu sou uma barata

Eu acordei
Certa manhã
De sonhos intranquilos
E fui processado
Por sonhar demais
Levaram-me
Prenderam-me
Em um quarto escuro
Imundo...
Satisfiz-me
Com a companhia
Da barata.
Quando chegou o juízo final
Condenaram-me...
Incompreensível fiquei,
Suponho que seja
Por eu não ser humano
Por metamorfosear-me
Por parecer insano
Por denunciar o mundo
E suas mazelas
Junto ao uso do homem.
Uma máquina surgiu
Obtive forças
E escusei ajuda
Morri garoto
Morri sozinho
Morri barata...
Morri Kafka...


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