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Postagens

12 livros de 2015

1. Nós, os afogados (Vi, De Druknede) - Carsten Jensen Originalmente publicado na Dinamarca, em 2006, Nós, os afogados é um épico no tamanho e no alcance. Construído com excepcional profundidade, o livro narra cem anos da vida dos moradores de Marstal, cidadezinha localizada na ilha de Ærø, enquanto conta as aventuras de Laurids Madsen, de seu filho Albert e do órfão Knud Erik. A história começa em 1848, quando os marinheiros da pequena cidade dinamarquesa de Marstal embarcam em uma guerra contra os alemães pelo controle do ducado Schleswig-Holstein. A euforia inicial dos combatentes dá lugar à angústia e ao medo quando veem de perto a morte de seus companheiros. Nem todos retornam – e aqueles que o fazem nunca mais serão os mesmos. Entre eles, está o excêntrico Laurids Madsen, que, depois de sobreviver à batalha, desaparece no mar. Depois de crescido, seu filho Albert viaja o mundo em busca do pai, uma empreitada que o deixará nas mãos de companhias nefastas e lhe garantirá aleg...

Como fazer um livro artesanal em casa

Se você já teve aquela ideia de transformar um caderno de receitas em livro, ou ainda um diário, um bloco de anotações, siga estas instruções e veja como dar uma capa hardcover totalmente customizada a seu gosto. Abaixo, o tutorial passo a passo de como fazer uma maravilhoso livro artesanal. Método 1 de 2: Encadernação com Cola e Tecido 1  Escolha um material para a capa e corte duas peças idênticas. Para o seu primeiro livro, a cartolina é bem fácil de trabalhar. Uma vez que você já tenha pegado o jeito, poderá avançar para a madeira ou um tabuleiro. A capa precisa ser 6 cm mais larga e 1.25 cm mais longa que as páginas internas. Se você está usando papel de impressão, ele deve ter 22.25 x 29.25 cm. 2 Dobre seis folhas de papel pela metade. Depois, costure-as juntas no vinco, em um padrão de algarismo 8. Certifique-se de começar e terminar no mesmo ponto, e que o nó fique para dentro. Isto irá criar uma lombada de livro. 1/4" (.6 cm) é uma largura adequada. 3 Empilhe al...

[cartas famosas] Para Jenny von Westphalen, de Karl Marx

Conhecido no mundo inteiro como autor de "O Capital", Karl Marx demonstra nesta carta, com bastante pungência, o seu afeto pela sua companheira. É uma carta tão singela que chegamos a imaginar aquele senhorzinho de barbas longas e brancas beijando sua esposa da cabeça aos pés. _______________________ Manchester, 21 de Junho de 1865 Minha querida, Escrevo-te outra vez porque me sinto sozinho e porque me perturba ter um diálogo contigo na minha cabeça, sem que tu possas saber nada, ou ouvir, ou responder… A ausência temporária faz bem, porque a presença constante torna as coisas demasiado parecidas para que possam ser distinguidas. A proximidade diminui até as torres, enquanto as ninharias e os lugares comuns, ao perto, se tornam grandes. Os pequenos hábitos, que podem irritar fisicamente e assumir uma forma emocional, desaparecem quando o objecto imediato é removido do campo de visão. As grandes paixões, que pela proximidade assumem a forma da rotina mesqui...

Campanha "Compre um livro / Doe um livro"

             Compre um livro, doe um livro  Em clima de Thanksgiving, que tal comprar um livro e doar outro? A Belas-Letras decidiu que neste ano não terá um Black Friday comum. Ao invés de superlotar as caixas das pessoas com promoções, a editora criou uma iniciativa de consumo consciente a partir de uma ação inédita no Brasil, que vai fazer cada compra ter valido a pena, ter um significado, e conectar pessoas do bem. A campanha  Compre um livro, doe um livro  já está no ar. A ideia é simples: a cada compra efetuada em nossa loja virtual, um outro livro será doado para uma biblioteca ou instituição que precisa. Bacana, né? Tem até vídeo para compartilhar  a ação com os amigos. Vamos espalhar? #compreidoei

Sugestão de Leituras

Veja uma lista de livros de todos os gêneros para todos os gostos. Alguns são lançamentos. Tem clássicos, best sellers, História, poesia e não ficção. Confira. LUXÚRIA - FERNANDO BONASSI (Ficção) Do roteirista de Estação Carandiru e Cazuza – O tempo não para. Quando Fernando Bonassi terminou de escrever Luxúria, a ascensão da nova classe C parecia anunciar um futuro de plena prosperidade no Brasil e a crise do abastecimento de água nas metrópoles do país soaria como ficção. Agora, no entanto, esta fábula contemporânea, sobre uma família comum, com ambições comuns, mas cujas escolhas aos poucos a leva a um cenário apocalíptico, parece anunciar os impasses desse Brasil em que progresso significa consumo. Inebriados pelo crédito fácil neste “momento histórico de prosperidade”, como alardeiam as propagandas do governo, a família de um metalúrgico – que mora em uma casa financiada, com carro financiado e eletrodomésticos financiados – decide construir uma piscina no quintal de casa. ...

Questionário de Proust por ele mesmo

Lá pelos idos de 1886, o então futuro escritor, na época com treze anos de idade, estava na festa da prima, Antoinette, e foi convidado a preencher um questionário. Era uma "modinha", como se diz, uma brincadeira que teve origem na Inglaterra vitoriana, e que consistia numa diversão de salão chamada “Confissões”, na qual os participantes respondiam a uma pequena lista de perguntas pessoais. Essa se tornou uma brincadeira bastante comum nos refinados salões da Belle Époque, e se tornou uma fonte de assuntos e de animações para as festas, uma forma original de entreter os convidados. Proust respondeu ao mesmo questionário duas vezes na vida, a primeira quando era menino, aos treze anos de idade, e outra, já um rapaz de vinte anos, quando servia o exército francês. As respostas do gênio da literatura francesa tornaram o modelo de questionário tão famoso que virou uma espécie de padrão até de entrevistas jornalísticas! Hoje, o pouco que se sabe da vida pessoal de Proust foi prat...

O tom ausente de azul - Jennie Erdal

Daria um bom filme? Foi a primeira pergunta que eu fiz ao terminar o livro O tom ausente de azul (The Missing Shade Of Blue, Jen nie Erdal, Tradução Pierre Menard, Bertrand Brasil, 2015, 377 páginas, R$ 45,00 ).  E a resposta é que sim. Mas perderia muita coisa boa que só encontramos nas 377 páginas. Algumas considerações preambulares são necessárias antes mesmo de eu adentrar na obra em si. Primeiro, não é um romance totalmente de cunho filosófico, mas o que a obra nos proporciona em termos de fazer pensar, acompanhar a natureza humana numa aventura filosófica está MUITO acima de outros best sellers. "Suponhamos, então, que uma pessoa usufruiu sua visão durante trinta anos e se familiarizou perfeitamente com cores de todos os tipos, com exceção, digamos, de uma particular tonalidade de azul, com a qual nunca teve a ventura de deparar. Suponhamos que todas as diferentes tonalidades dessa cor, com exceção daquela única, sejam dispostas diante dessa pessoa, des...