1. O Homem que corrompeu Hadleyburg - Mark Twain

Escrito em quartos de hotel logo após a morte da filha, enquanto o autor cumpria uma agenda de leituras na Europa e também fugia de credores de seu país, O HOMEM QUE CORROMPEU HADLEYBURG desenvolve com excelência fundamentos que definem uma sátira: a ironia fina, o humor, o sarcasmo fazendo parecer leve uma crítica severa às certezas de uma época, de seus hábitos, de suas pessoas.
E como a literatura mais magistral, esta novela subverte qualquer tentativa de conclusões fáceis: Hadleyburg é arruinada ou libertada? O misterioso forasteiro é um vilão ou um herói? É este um livro de vingança, ou de redenção? Fica claro, porém, que se está diante da complexidade do caráter humano vasculhado por um mestre no auge de sua forma.
2. Rumo à Vertigem ou A Arte de Naufragar-se - Wassily Chuck

É preciso compreender a poesia de Wassily Chuck não como fuga darealidade, mas como fuga para a realidade, em surdina, canto à “bocca chiusa” ou por meio do silêncio eloquente e comovente como um grito visceralmente sofrido, lúcido e autenticamente humano
3. O formigueiro - Ferreira Gullar

4. H Stern: A história do homem e da empresa - Consuel Dieguez

Com argúcia e simplicidade, além da valorização das pedras brasileiras e do desenvolvimento de estratégias inovadoras no treinamento dos vendedores e no trato com os clientes, Hans Stern fez da H.Stern uma companhia de prestígio internacional. Sua impressionante trajetória é aqui apresentada pela brilhante jornalista Consuelo Dieguez.
5. Clockwork Angels: os anjos do tempo - Kevin J. Anderson
O melhor ponto de partida para uma aventura é uma vida perfeita e tranquila... e alguém que percebe que isso não é o suficiente.

Os Anjos do Tempo é uma história de ficção científica escrita pelo mestre do gênero steampunk Kevin J. Anderson, inspirada nas músicas da lendária banda de rock Rush, em parceria com o compositor e baterista Neil Peart. Uma fábula “nostálgica, estranha e encantadora”, ilustrada pelo premiado designer Hugh Syme, sobre a beleza que há na luta entre a ordem e o caos, entre a realidade e o sonho.
6. Pão E Circo - Paul Veyne

Veyne descontrói essa interpretação monolítica e oferece uma complexa chave de leitura para a compreensão dos acontecimentos históricos, sociais e políticos. Mais que simples mecanismo de controle da plebe, a política do pão e circo remete a práticas herdadas das cidades-Estado gregas de comprometimento com o bem comum, as quais tanto embutem um sentido de dever, como também são usadas como demonstração de superioridade. Apropriadas de modo específico pela elite romana, conforme as características de sua sociedade, essas liberalidades oferecidas ao povo são contextualizadas historicamente e caracterizadas por Veyne como “evergetismo” – um fenômeno mais amplo em que, por diversas motivações, aristocratas realçam sua posição social por meio de doações ostentatórias para a coletividade.
7. O FOGO - Henri Barbusse
O fogo retrata a vida de um pelotão de homens simples, vindos de diversas partes da França, e que esperam apenas sobreviver à Primeira Guerra Mundial e voltar à normalidade. A incompreensão das razões e propósitos da guerra justamente por quem costuma perder a vida nela, o desalento pelo descaso dos superiores, a generosidade no convívio entre soldados, a angústia da espera e a paradoxal monotonia do quotidiano da guerra são retratadas de maneira exemplar e comovente.
Publicado durante “a guerra para acabar com todas as guerras”, permite que o leitor anteveja de forma singular o quão devastadora ela seria.
8. Aulas de literatura: Berkeley, 1980 - Júlio Cortazar
Aulas magistrais do autor de O jogo da amarelinha, com um tom informal e coloquial
Berkeley, Califórnia, outono de 1980. Depois de anos negando, Julio Cortázar aceita dar um curso universitário de dois meses nos Estados Unidos. Como se poderia esperar, não se tratam de conferências didáticas, mas de conversas sobre literatura e sobre tudo acerca da sua experiência como escritor e a gênese de suas obras. As aulas tratam de temas diversos, como o conto fantástico, a musicalidade, o humor, o erotismo, o realismo e o lúdico na literatura.
O livro é o resultado de uma minuciosa e fiel transcrição das treze horas de gravação das conversas entre o autor e o público presente nas classes. Dividido em temas, a obra permite que o leitor mergulhe no universo cortazariano e entenda um pouco sobre seus processos de criação, sua evolução como escritor, o sentido de um livro como O jogo da amarelinha e de que forma ele foi escrito.
9. Melancolia (Melancholia I-II) - Jon Fosse

Em uma prosa hipnótica, magnética, o dramaturgo e escritor norueguês Jon Fosse descreve emMelancolia um dia de crise e a sua repercussão anos mais tarde na vida do próprio Hertervig– e mais de um século depois na vida de um escritor inspirado pela obra do artista, que existiu de fato.
Retrato extraordinário da mente perturbada de um artista, o livro revela uma consciência assustadoramente frágil, mas capaz de apreender com grande sensibilidade a beleza e a luz que há no mundo.
10. DIÁRIO DE UM ESCRITOR (1873): MEIA-CARTA DE UM SUJEITO - DOSTOIÉVSKI

O interesse pelo Diário, porém, não reside apenas nas polêmicas de seu tempo: em suas páginas, o leitor terá a chance de acompanhar o próprio processo criativo do autor, que “constrói uma teoria estética ao mesmo tempo que a aplica”, como observa Irineu Franco Perpetuo na Apresentação da obra.
A publicação integral do Diário está dividida em quatro partes:
1. Diário de um escritor (1873) – coluna para a revista O cidadão;
2. Diário de um escritor (1876) – coluna independente;
3. Diário de um escritor (1877) – coluna independente;
4. Diário de um escritor (1880–1881) – coluna independente (Adendo: textos avulsos de 1873 a 1878 para a revista O cidadão)
11. As raízes do Romantismo - Isaiah Berlin

Com clareza, elegância e erudição incomparáveis, o filósofo analisa a obra dos principais pensadores e artistas românticos - como Herder, Fichte, Schelling, Blake e Byron - e reflete sobre sua herança intelectual, estética e política, em particular a contribuição para o erguimento de valores centrais da democracia, como a liberdade, o pluralismo e a tolerância.
Fruto de seis conferências feitas em 1965 na National Gallery of Art, de Washington, As raízes do Romantismo é um dos trabalhos mais importantes de Berlin e também uma das melhores introduções já feitas ao movimento que, nas palavras do autor, provocou "a maior mudança já ocorrida na consciência do Ocidente".
12. O amante japonês - Isabel Allende

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