Pular para o conteúdo principal

[Cartas Famosas] Para Nora Barnacle. De James Joyce

O blog Papos Literários iniciou já faz um bom tempo uma série de postagens sobre os autores clássicos. 
E como estamos publicando uma série sobre Proust, Tolstói, James Joyce e futuramente Kafka, hoje trazemos uma carta do escritor irlandês James Joyce para sua esposa Nora Barnacle.

A mulher, que já foi considerada como uma camareira iletrada, menosprezada no decorrer de muito tempo quando interrogada sobre leitura, respondeu: "para que eu vou ler literatura se casei com o maior escritor de todos os tempos?"

A carta a seguir, que faz parte da seleção que o blog papos literários faz para o projeto 
"Cartas Famosas" é considerada pornográfica. Por isso avisamos que o conteúdo não é propício para menores de idade. 

Como o conteúdo é meio "impróprio" (risos), deixamos aqui o link para o vídeo em que Caco Ciocler, a convite da revista Bravo! faz a leitura de uma cartas. E que carta picante!

http://vimeo.com/52866186



A Editora Ilumminuras tem em seu catálogo um livro intitulado "Cartas a Nora" onde pode-se ler na íntegra as cartas do escritor à sua amada.



______________________________________

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

[Curiosidades] Xingamentos em um português culto

Se é pra xingar, vamos xingar com um português sofisticado. Aqui neste post você vai ler algumas palavras mais cultas e pouco usadas quando se quer proferir uma série de palavrões onde a criatura não entende patavina nenhuma. Antes, porém, de você aprender algumas palavrinhas, conheça esta historieta: Diz a lenda que Rui Barbosa, ao chegar em casa, ouviu um barulho estranho vindo do seu quintal. Chegando lá, constatou haver um ladrão tentando levar seus patos de criação. Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com seus amados patos, disse-lhe:  - Oh, bucéfalo anácrono!Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas sim pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa. Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da minha elevada prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengala fosfórica bem no alto da tua sinagoga,...

Poesia Nossa de Cada Dia - O Navio Negreiro de Castro Alves

Iniciamos também neste mês uma série de postagens onde propomos fazer comentários a respeito de algumas poesias conhecidas do universo poético. Inicio este novo projeto do blog Papos Literários comentando o CANTO V do poema "O Navio Negreiro" do poeta baiano Castro Alves . Senhor Deus dos desgraçados! Dizei-me vós, Senhor Deus!  Se é loucura... se é verdade  Tanto horror perante os céus?!  Ó mar, por que não apagas  Co'a esponja de tuas vagas  De teu manto este borrão?...  Astros! noites! tempestades!  Rolai das imensidades!  Varrei os mares, tufão!  Quem são estes desgraçados   Que não encontram em vós   Mais que o rir calmo da turba   Que excita a fúria do algoz?   Quem são? Se a estrela se cala,   Se a vaga à pressa resvala   Como um cúmplice fugaz,   Perante a noite confusa...   Dize-o tu, severa Musa,   Musa libérrima, audaz!...   São os filhos do d...

[cartas famosas] Para Anna Grigórievna Snítkina, De Fiódor Dostoievski

A carta da sessão Cartas Famosas desse mês é do russo Dostoiévski. O escritor é um dos mais famosos do mundo e escreveu clássicos como Crime e Castigo, O Idiota ,   Os irmãos Karamazov, entre outros. Na carta que leremos a seguir, antes de seguir para Hamburgo, Doistoiévski escreveu para a sua amada estas palavras: Bom dia, anjo querido, beijo-te muito. Pe nsei em ti durante todo o caminho. Acabo de chegar. Sinto-me cansado e instalei-me para te escrever. Acabam de trazer-me chá, e água para me lavar, mas no intervalo escrevo-te umas linhas. (...) Na sala de espera da estação andei de lá para cá a pensar em ti e dizia comigo: mas porque deixei eu a minha Anuska? Recordava tudo, até ao mais ínfimo escaninho  da tua alma e do teu coração. Desde que casámos que descobri não ser digno de um anjo tão doce, tão belo, tão puro como tu - e que crê em mim. Como  pude eu deixar-te? Para onde vou? Porquê? Deus confiou-te a mim para que nenhuma das riquezas da tu...