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Editora Pau Brasil, 2012, 96 páginas |
Três personagens buscam fugir de suas origens e o leitor pode descobrir que não existe saída, é impossível mudar o destino e a fatalidade. Severo percebe que sua ira contra Deus talvez não o leve a lugar algum. Joana Sabina quer se apaixonar e, como mulher, não será a ilha deserta capaz de dissuadi-la das ilusões amorosas. E Maura Lúcia, habitante da cidade, descobre paraísos imaginários. Irá buscá-los na sua ânsia de agradar ao ser amado. Se a ficção é um sonho, fornece a possibilidade de se realizar um desejo numa realidade que não terá maiores consequências – afinal é apenas uma história... “Nessa lógica, parece inevitável concluir que a capacidade humana de fazer ficção é consequência da sua faculdade de sonhar – que a construção de um espaço ficcional deriva da experiência onírica. Ou seja, a ficção existe porque o Escritor sonha. No entanto, essa afirmativa poderia implicar inúmeras outras formas de interação com a realidade”. No caso, o desejo da Autora é de que o leitor dialogue com as personagens e julgue a realidade ficcional que lhe parecer mais real.
Como a própria escritora disse em seu twitter, em Expulsão do paraíso ela faz a mesma análise partindo do existencialismo de Sartre.
Boa leitura!
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