Pular para o conteúdo principal

[Meus Versos] Soneto para um velho sábio Grego

Escarafunchando meus velhos papeis avulsos encontrei numa velha agenda (do tempo em que eu era secretário) na qual está escrito um poema datado em 11 de agosto de 2005, segundo o que está lá. E eu nem vou duvidar, naquela época eu era muito preciso nas datas. O soneto foi declamado em um concurso de poesia da minha Escola Maria Isaías, na época do terceirão. Não queria explicar, mas apenas vou dizer que a voz do poema é a do velho filósofo grego Sócrates. É como se ele estivesse falando a uma plateia. Visto que o concurso do qual falei foi realizado no DIA DO ESTUDANTE.
Sem mais delongas, ei-lo. Confiram-no.



SONETO PARA UM VELHO SÁBIO




Meu poder não é maior que o de Zeus
Minhas palavras, porém, são sábias
Que grande futuro o resguarda
Para todos os filhos seus.


Há quem diga que vocês são futuro
Pois digo mais: Futuro já são!
Que buscam entender no obscuro!
Heróis do saber! Orgulho da nação!


Gênios. Homeros da atualidade!
Ninfas e Amazonas da Educação
Vossos apogeus alcançarão na sociedade.


Nem Atena ou Afrodite. Nem Apolo vos atrapalharão!
Cavaleiros da pátria! Gladiadores da felicidade!
Odisseia? Olimpo?... Grandes sim, vocês serão!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

[Curiosidades] Xingamentos em um português culto

Se é pra xingar, vamos xingar com um português sofisticado. Aqui neste post você vai ler algumas palavras mais cultas e pouco usadas quando se quer proferir uma série de palavrões onde a criatura não entende patavina nenhuma. Antes, porém, de você aprender algumas palavrinhas, conheça esta historieta: Diz a lenda que Rui Barbosa, ao chegar em casa, ouviu um barulho estranho vindo do seu quintal. Chegando lá, constatou haver um ladrão tentando levar seus patos de criação. Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com seus amados patos, disse-lhe:  - Oh, bucéfalo anácrono!Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas sim pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa. Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da minha elevada prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengala fosfórica bem no alto da tua sinagoga,...

[Resenha] Quando Lisboa tremeu - Domingos Amaral

Título: Quando Lisboa tremeu Autor: Domingos Amaral Editora: Casa da Palavra ISBN: 9788577342075 Ano de lançamento no Brasil: 2011 Número de Páginas: 478 Onde encontrar: Casa da Palavra / Submarino / Livraria Saraiva / Livraria Cultura Engana-se quem pensa que Portugal não exporta autores de alto escalão ou que não pese culturalmente na literatura contemporânea. O livro “Quando Lisboa tremeu” do autor Domingos Amaral, contraria isto e comprova ainda a existência de bons autores naquele país. Certamente todos se lembram do terremoto que atingiu o Japão em 2011 e que assolou o país. Ou ainda quem não lembra do terremoto que atingiu o Haiti em 2010? Pois imaginem uma cidade sendo atingida por um tremor de terra com magnitude 9 na escala Richter, seguida de uma maré de mais de 20 metros invadindo as ruas e para agravar mais ainda, grandes incêndios... Durante todo o tempo que li “ Quando Lisboa tremeu” eu comparava, embora de forma atenuada, aos desastres naturais acontecidos r...

Resistência do amor em tempos sombrios

Terceiro e último livro de uma trilogia que a escritora gaúcha iniciou com A casa das sete mulheres, o volume Travessia encerra a Trilogia Farroupilha com um personagem que, no dizer da autora, é comum a toda a história: Garibaldi, este carismático personagem que aparece no início do primeiro livro, quando principia um amor platônico com a meiga Manuela, a filha do Bento Gonçalves. Mas como já acompanhamos nos volumes anteriores, a família da moça não compactua com o romance, impedindo, pois, o contato de ambos. Se no primeiro livro a escritora se atém a contar a história da família concomitante à Revolução Farroupilha, tendo como cenário a Estância da Barra, a casa na qual ficaram 7 mulheres da família de Bento Gonçalves, no segundo volume já temos como plano histórico a Guerra do Paraguai, além de mudar a perspectiva para o romance de Giuseppe e Anita, a mulher atemporal que provoca uma paixão no general e guerreiro italiano. Ana Maria de Jesus Ribeiro, ou Anita, sempre dava um ...