Vamos ler mais teoria em 2016.
Para ser crítico, devemos ser leitores. Antes de leitores, observadores e perspicazes. Não necessariamente nessa ordem, é importante que saibamos que critérios levam alçam uma obra ao título de obra de arte. Diante da proliferação de livros que são publicados cotidianamente, urge a necessidade de sabermos distinguir uma obra literária de uma obra não-literária. São critérios que grandes críticos da literatura já fizeram isso antes e enquanto leitores ou pretensos críticos literários, devemos também nos debruçar sobre livros teóricos que adicionam ao nosso conhecimento hermenêutico sobre literatura.
A seguir, uma lista de 7 livros de teoria literária para se ler em 2016, um para cada mês restante desse ano que tá passando com uma velocidade incrível.
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Para ser crítico, devemos ser leitores. Antes de leitores, observadores e perspicazes. Não necessariamente nessa ordem, é importante que saibamos que critérios levam alçam uma obra ao título de obra de arte. Diante da proliferação de livros que são publicados cotidianamente, urge a necessidade de sabermos distinguir uma obra literária de uma obra não-literária. São critérios que grandes críticos da literatura já fizeram isso antes e enquanto leitores ou pretensos críticos literários, devemos também nos debruçar sobre livros teóricos que adicionam ao nosso conhecimento hermenêutico sobre literatura.
A seguir, uma lista de 7 livros de teoria literária para se ler em 2016, um para cada mês restante desse ano que tá passando com uma velocidade incrível.
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1. Lições de Literatura Russa - Nabokov (Editora Três Estrelas)

Apenas em 1981 as aulas foram reunidas em livro nos Estados Unidos, graças ao editor Fredson Bowers, que organizou as anotações deixadas pelo autor de Lolita. Essas lições preciosas são agora publicadas pela primeira vez no Brasil.
Nabokov analisa os principais livros e temas dos expoentes da literatura russa do século XIX, bem como seus métodos de criação. O escritor não se furta a revelar sua admiração por Tolstói e demais predileções: "Aquele que prefere Dostoiévski ou Górki a Tchekhov nunca será capaz de apreender a essência da literatura e da vida russas".
Além de desfazer equívocos e chavões sobre a Rússia e seus autores, Nabokov transforma essas lições em exercícios de liberdade, opondo-se de maneira implacável e irônica aos dogmas da crítica literária e às ideologias políticas.
2. O burguês - Franco Moreti (Editora Três Estrelas)
A ascensão e queda da figura do burguês na literatura é o tema do livro do crítico italiano Franco Moretti, professor de literatura da Universidade Stanford (EUA).
Por meio das obras de, entre outros, Daniel Defoe, Jane Austen, Gustave Flaubert, Machado de Assis, Joseph Conrad e Henrik Ibsen, o crítico mostra como o declínio do burguês ocorre a despeito da consolidação do capitalismo. "As mercadorias se tornaram o novo princípio de legitimação; o consenso passou a ser erigido sobre coisas, não sobre homens - menos ainda sobre princípios", escreve Moretti.
3. O Discurso e a Cidade - Antonio Candido (editora Ouro sobre Azul)
Os ensaios deste livro se agrupam em três partes, na primeira das quais são analisados quatro romancistas preocupados em construir a impressão de verdade por meio de narrativas aderentes ao real, com uma fidelidade aos dados externos que as faz parecerem documentários. São eles: um realista espontâneo, Manuel Antonio de Almeida (Memórias de um sargento de milícias) e três naturalistas estudados com intuito comparativo: Émile Zola (L’Assommoir), Giovanni Verga (I Malavoglia) e Aluísio Azevedo (O cortiço).

A terceira parte aborda quatro poemas brasileiros, do século XVIII ao século XX, três dos quais praticamente ignorados pela crítica. Embora desligados um do outro (ao contrário dos textos da primeira e da segunda parte), eles têm um traço em comum: divergem das correntes dominantes no seu momento como verdadeiros poemas “do contra”. São: uma epístola em prosa e verso de Sousa Caldas; um soneto absurdo de Bernardo Guimarães; um soneto sádico de Fontoura Xavier e um poema discrepante de Mário de Andrade. Neste livro estão presentes algumas das preocupações do autor, como a estruturação da obra a partir da correlação transformadora entre os estímulos externos e a montagem específica do texto; a relação entre mimese e fantasia; o papel dos desvios da norma nas correntes literárias.
4. Aula de Literatura: Berkeley, 1980 - Cortazar (Editora Civilização Brasileira)

O livro é o resultado de uma minuciosa e fiel transcrição das treze horas de gravação das conversas entre o autor e o público presente nas classes. Dividido em temas, a obra permite que o leitor mergulhe no universo cortazariano e entenda um pouco sobre seus processos de criação, sua evolução como escritor, o sentido de um livro como O jogo da amarelinha e de que forma ele foi escrito.
5. Introdução aos estudos literários - Erich Auerbach (editora Cosac Naify)
Introdução aos estudos literários foi escrito em 1943 para alunos da universidade de Istambul, durante o exílio forçado do autor. Nele, de forma ao mesmo tempo erudita e clara, Auerbach explica as bases de sua abordagem da literatura. Chamada de Filologia Românica, ela dá unidade à literatura europeia ao longo da história, partindo do Cristianismo e do latim. O livro descreve a evolução das línguas modernas derivadas do latim e traça um panorama dos períodos literários da Idade Média ao século XIX.
6. Os antimodernos - De Joseph de Maistre a Roland Barthes (Editora UFMG)


Nos primeiros meses de 1930, Walter Benjamin planejou uma coletânea de ensaios sobre literatura com o objetivo de "recriar a crítica como gênero", mas este livro nunca se materializou; e assim como seu projeto sobre as passagens parisienses também esboçado em 1930, a obra foi considerada por ele uma das "derrotas em grande escala" de sua vida. Entretanto, sobreviveram resíduos vitais da sua tentativa de recriar a crítica da época. Em meio a esse brilhante repositório do início dos anos 1930, estão anotações para um ensaio sobre "A tarefa do crítico", um dos artigos que Benjamin planejava incluir na coletânea não publicada sobre literatura. Nas anotações de Benjamin sobre a tarefa do crítico, como já indicado, ele enfatiza que "um grande crítico permite que os outros formem suas próprias opiniões com base na análise crítica que ele produz". Esperamos que este livro exemplifique essa máxima em relação a Eagleton, em especial porque, como Stuart Hall observa, "a forma interrogativa" de um livro de entrevistas, pelo menos potencialmente, "convida o leitor a participar de algo que é, em todo caso, um diálogo.
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