Bem, como foi prometido no Registro 0001, a partir de então, iremos postar aqui histórias de leitores e até de escritores brasileiros que quiserem compartilhar uma aventura, uma narrativa ou algo do tipo. A primeira leitora que vem dar seu depoimento a público é Marielle, leitora assídua e voraz.
Confira.
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Soprinho foi um livro surrupiado da biblioteca da faculdade da minha mãe por minha mãos magrelas e juvenis. Eu tinha uma fome que despontava aquiescente por livros quando já era pequena, e por isso não tenho vergonha de confessar meu crime já na primeira linha do enredo. Foi como roubar um coração, ou um beijo. Agora aquele livro maravilhoso me pertencia, e eu a ele. Podia ler e reler várias vezes. Mesmo sendo um livro infantil, poderia devorá-lo hoje, novamente. Como uma sobremesa maravilhosa, daquelas que a gente não esquece nunca o gosto e nem o cheiro de baunilha fresca.
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Sem dúvida um relato emocionante, singelo e simples.
Valeu Maryelle!
No próximo Registro deste Projeto, teremos o relato de um escritor brasileiro que escreveu ao blog. Aguarde!
Leitor, envie também o seu depoimento para o Papos Literários. Com certeza você tem uma história pra contar!
:)
Confira.
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Soprinho foi um livro surrupiado da biblioteca da faculdade da minha mãe por minha mãos magrelas e juvenis. Eu tinha uma fome que despontava aquiescente por livros quando já era pequena, e por isso não tenho vergonha de confessar meu crime já na primeira linha do enredo. Foi como roubar um coração, ou um beijo. Agora aquele livro maravilhoso me pertencia, e eu a ele. Podia ler e reler várias vezes. Mesmo sendo um livro infantil, poderia devorá-lo hoje, novamente. Como uma sobremesa maravilhosa, daquelas que a gente não esquece nunca o gosto e nem o cheiro de baunilha fresca.
Aprendi ler aos 3, 4 anos de idade. Minha mãe nem sabia que
já estava me dando o melhor presente do mundo – saber ler. Na escola, vivia
pegando os livros de Língua Portuguesa, Gramática e Literatura pra ler aqueles
textos que servem de base pra entrar num capítulo novo... E quando a professora
pedia pra ler em voz alta, meu timbre esganiçado saía a toda, tipo 100.000 km
por hora. Eu já sabia todos os textos de cor e salteado. E a turma ficava meio
zonza tentando me acompanhar na leitura, o que fazia com que a “tia” não me deixasse
ultrapassar dois parágrafos. Para a minha tristeza.
Aos sete anos de idade mais ou menos, decidi que queria ser
escritora. Não que isso realmente tenha acontecido, mas eu escrevi um monte de
histórias e ainda as ilustrava. Pegava as folhas de papel que haviam sido
preenchidas com palavrinhas (letras cheias de garrancho) e as grampeava, como
que num formato de livro. Vivia chamando minha mãe pra me levar numa editora.
Infelizmente não veio a calhar, minha mãe nunca me levou. Mas o que importa é
que as palavras deram esperança a uma Marielle pirralha, com muitas ideias
desvairadas e criativas.
O amor pela leitura me acompanhou pela adolescência também.
Na época, eu era o que hoje as pessoas chamam de “geek”. Meus amigos, que não
eram muitos, estavam lá fazendo qualquer coisa para se distrair num intervalo
da escola, e eu na fila da biblioteca. Quase toda vez lia um livro por dia. As
pessoas não acreditavam... Mas a verdade é que eu acabei lendo tanto, que
realmente lia muito rápido.
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Alguns livros da Dona deste Registro |
Foi numa ida sem propósito a um sebo que me apaixonei
perdidamente por Anne Frank e assuntos do gênero. Não sei dizer quantos livros
sobre o holocausto eu já li. Todos nós temos alguma coisa para nos perturbar a
essência da alma ou aguçar a curiosidade. Desde então, assuntos meio que
políticos as vezes me capturam. George Orwell então obteve seu espaço. Depois
de velha comecei a gostar mais e mais de romances. Todos nós temos nossas
fases, e todas as fases podem ser acompanhadas por estilos diferentes.
Essa sou eu, cresci bem a esse modo brega de ser maluca por
livros e livrarias. De ir no Shopping Center e se preocupar com novidades das
obras de literatura e não com maquiagens, como muita gente da minha idade faz.
Uma certa birutice. Uma certa vida sem par. Uma leitora meiga e sozinha. Uma
leitora que faz do livro seu ar._________________________________________
Sem dúvida um relato emocionante, singelo e simples.
Valeu Maryelle!
No próximo Registro deste Projeto, teremos o relato de um escritor brasileiro que escreveu ao blog. Aguarde!
Leitor, envie também o seu depoimento para o Papos Literários. Com certeza você tem uma história pra contar!
:)
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