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[Ponto de Vista] Ética: uma questão de educação


Ética ficou para poucos? Ficou para todo mundo, mas nem todos poe-a em prática. Ignorar aquilo que é intrínseco aos cidadãos é um sinal de que a sociedade atual não vai bem. 
Os gregos, pais da democracia, prezavam tanto o conceito de éthos (ética), que em uma de suas obras legadas, “A República”, do filósofo Platão, adverte a todos sobre a importância da participação popular nas decisões do meio em que vive. Porém, vê-se muitas vezes a passividade do cidadão diante dos fatos que agridem os Direitos Humanos e desrespeitam a tão prezada ética. Se há poucas pessoas honestas, não é motivo para acomodar-se. Ainda há tempo de reconhecer os erros com uma postura humana e seguir os planos de mudança.
o Os políticos, figuras que marcam o centro das atenções em posturas éticas, necessitam prezar mais esta qualidade tão necessária à carreira. Já que é neles que se espelham as novas gerações, é neles que o povo vê a esperança de um mundo melhor. Em tempos de escândalos e polêmicas envolvendo esta classe, como o recente (e sempre lembrado) mensalão, é propício refletirmos sobre o que os nossos representantes andam fazendo dentro e fora de seus gabinetes luxuosos. De prefeitos municipais a deputados não faltam exemplos de corrupção. Basta abrir um jornal, qualquer um pra ver estampado o rosto de um deles.
Mas ainda há os que vão às ruas lutarem por transparência, honestidade e democracia, pois não se pode esquecer os famosos movimentos históricos em que a massa popular põe-se a favor da ética, por exemplo.
Seja na política, no meio acadêmico ou ambiental, esta característica é essencial para a realização plena dos Direitos Humanos. No entanto, não é preciso fazer movimentos violentos e grosseiros na luta por tal objetivo. Ações como o diálogo, proposto por Martin Buber, em seu livro “Eu e Tu” também é  eficiente. Hoje, também por meio de voto, o cidadão pode buscar o bem social com a oportunidade de escolher os verdadeiros representantes éticos para dirigir a nação.
o Portanto, não basta ter somente vontade de transformar e nem é preciso que se faça manuais de ética, já que este é um valor intrínseco e é base educacional. A educação é a solução, mas o que é urgente é o respeito pelo outro, pela nação ou pelo meio social. Também não se deve permanecer alheio quando os Direitos são violados, nem rir ou achar tão belo ações corruptas. Indignar-se é prova de preocupação social e com o coletivo. Se isto for cumprido, o sonho de Martin Luther King de viver em paz, ainda pode ser possível.

Comentários

  1. Oi, tudo bem?

    A ética nada mais é do que fazer tudo certo e deixa transparecer a legalidade de tal ação, atitude que está quase erradica na nossa sociedade.

    Gostei do texto mais ainda por causa do exemplo da falta de ética na política brasileira! Hoje podemos dizer que sim, política virou piada....

    Abraços.

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